quarta-feira, 1 de abril de 2009

Todas as minhas quintas são mais tristes.


Brumer faz falta.
Às vezes, quando escuto um latido choroso e fino, penso que ele ainda está no quintal. Quando escuto passos perto da janela, me dá vontade de espiar e ver se ele voltou.
Mas ele não está mais lá.
Não está no quintal, esparramado. Não está cheirando cada centímetro da grama. Não está tirando uma soneca preguiçosa na sombra. Não está pulando na janela.
Até as coisas que nele me incomodavam antes me fazem falta agora. Como seu choramingo carente cortando a madrugada, as roupas limpas e recém lavadas que sequestrava do varal para seu canil.
Eu sinto tanto a falta daquele grandão desajeitado! Falta dos seus olhos grandes e curiosos, cheios de amor, do seu pêlo manchado, do seu rabo feliz. Falta de sentir seu focinho gelado contrastar com o quente do meu colo.
A saudades que ele me deixou dói na alma.

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