domingo, 8 de março de 2009

Melancia.

O teu gosto era como de fruta doce. Aprazível. E tão doce eram os teus lábios que por vezes me senti tentada a te provar mais uma vez.
Me perdoa, fui fraca. E ainda sou. Você sabe que não sei te ler, muito menos as tuas entrelinhas.
Meu menino, você não soube me cativar. A paixão é como fogueira. Não posso queimar se você não me abastecer. Por que não trouxe madeira? Por que agora a tráz, sendo que o fogo já se apagou e as cinzas que restaram não possuem mais serventia?
Não espalhe o que demorei a juntar. Já aprendi a sorrir de novo. Não me ocupo pensando em você, no teu cheiro, nos teus lábios.