sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Soneto de contrição

"Eu te amo, te amo tanto, que o meu peito me dói como em doença. E quanto mais me seja a dor intensa, mais cresce na minha alma teu encanto. Como criança que vagueia o canto ante o mistério da amplidão suspensa, meu coração é um vago de acalanto, berçando versos de saudade imensa. Não é maior o coração que a alma, nem melhor a presença que a saudade. Só te amar é divino, e sentir calma... E é uma calma tão feita de humildade, que tão mais te soubesse pertencida, menos seria eterno em tua vida."

Vinicius de Moraes

Nenhum comentário: